quarta-feira, 13 de maio de 2009

Fernando Pessoa

LIBERDADE
Ai que prazer
não cumprir um dever.
Ter um livro para ler
e não o fazer!
Ler é maçada,
estudar é nada.
O sol doira sem literatura.
O rio corre bem ou mal,
sem edição original.
E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal
como tem tempo, não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto melhor é quando há bruma.
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

E mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças,
Nem consta que tivesse biblioteca...
Fernando Pessoa
Analise do poema “Liberdade”

"Datado de 16/3/1935, o poema "Liberdade" é um dos poemas mais conhecidos e citados de Fernando Pessoa. É um poema ortónimo, ou seja, escrito por Fernando Pessoa em seu próprio nome e aborda um tema raras vezes abordado pelo poeta de modo tão explicito: a liberdade humana.
À primeira vista trata-se de uma abordagem leve e divertida ao tema. Essa é claramente a sensação que se tem ao ler o poema. "Ai que prazer / Não cumprir um dever" - uma leveza simples e recta, que fala de como é bom não ter deveres, ou tê-los e não os cumprir, numa rebeldia com que sonham todas as crianças.
Mas em Pessoa nada é simples, muito menos recto...
Há uma chave para desvendar este poema "Liberdade". Um poema eu considero ser de uma intensa ironia. Mas essa chave curiosamente não está no poema, mas apenas referenciada nele de modo indirecto. É uma pista que Pessoa lança ao leitor, mas apenas ao leitor mais interessado - um leitor de segundo nível, que ignora o tom superficial leve das palavras e se interessa pelo conteúdo escondido das intenções.
Que pista é esta? Está numa citação que Pessoa nunca colocou, mas que devia vir logo a seguir ao título. No manuscrito original Pessoa escreve debaixo do titulo do poema: "(Falta uma citação de Séneca)".
Que citação é esta? E quem era Séneca?
Séneca foi um filósofo do Séc. I, um estóico preocupado com a ética. Não nos alongaremos com a análise da vida deste filósofica, mas citaremos dois principios dele que nos interessam para a compreensão do poema "Liberdade". Dizia Séneca que o cumprimento do dever era um serviço à humanidade. Para ele o destino estava predestinado, o homem pode apenas aceitá-lo ou rejeitá-lo, mas apenas a aceitação lhe pode trazer a liberdade. Eis o estoicismo na sua essência.
Eis o filtro que se deverá usar na leitura do poema "Liberdade": o estoicismo de Séneca.
Tudo o que antes parecia ligeiro, agora é intensamente irónico. Fernando Pessoa pensa o contrário do que diz o seu poema. Se ele diz que bom é não cumprir um dever, ele pensa o contrário, que o dever é essencial para a liberdade, se o homem quiser ser livre, terá de se submeter ao cumprimento do dever que lhe é imposto.
Outra achega: a semelhança entre a ironia utilizada e a escrita que se assemelha à de Caeiro. É Caeiro o heterónimo que renega igualmente o dever e o heterónimo que domina Pessoa no inicio das suas decisões, que o prende à realidade e lhe permite ascender aos astros. Será Pessoa aqui também um critico de si próprio e um critíco de Caeiro? Não poderemos dizer ao certo, mas parece-nos que sim, que as palavras de Pessoa são irónicas e dirigidas a Caeiro, ao seu próprio sonho de juventude, em que pensou ser possível ser livre das ideias.
Afinal este poema é um ensaio de revolta contra o que Caeiro disse, contra os próprios projectos falhados de Pessoa. Ele que queria atingir a liberdade libertando-se de tudo, da civilização, dos deveres, dos livros, ser apenas criança... O titulo - Liberdade - é apenas uma ironia triste e amarga e um contra-senso propositado. Arde em Fernando Pessoa a derrota da sua aventura, perto que está da morte quando escreve este poema. Este poema é de certo modo o epitáfio intelectual de Caeiro - o Mestre, por parte de Fernando Pessoa - o Criador.
Ps: há quem adivinhe neste poema de Pessoa também uma crítica social implicita, sobretudo nos versos: "Flores, música, o luar, e o sol que peca / Só quando, em vez de criar, seca." e na referência às finanças, que encobriria um ataque a Salazar, que foi, como se sabe, Ministro das Finanças entre 1928 e 1932".

olá meninas


Olá meninas...


Podemos dizer que somos as maiores!!! lool

A actividade correu mesmo bem, pensei que iria ser muitos mais difícil controlar aquelas "pestinhas", mas eles eram uns amores. Numa actividade tivemos oportunidade de demonstrar do que éramos capazes... por vezes dizem que não somos capazes, mas hoje mostramos que somos capazes de fazer actividades com imaginação e engraçadas.

Ah não se esqueçam e amanhã temos mais uma aventura, aprender a cuspir fogo e não só... bem tem sido actividades atrás de actividades, mas nós conseguimos controlar tudo, se formos bem organizadas e unidas....



A sala 1 sem mesas é que é espectacular... só mesmo nós é que somos capazes de estudar assim!!! lool



Hoje parei para pensar e reflecti que falta-nos menos de 4 semanas para acabar as aulas, vamos ter que abandonar alguns professores que foram impecáveis connosco, uns vão para outras escolas e outras porque acabam as disciplinas... acho que vai ser só lágrimas na ultima semana... contudo isto também vai começa os estágios... lá vamos nós ficar separadas por algumas semanas, e de seguida vem as férias grandes!!! Vão voltar novamente as saudades, mas em Setembro cá estaremos nós para enfrentar novas actividades, projectos, entre outras!!!


Beijinho grande





quinta-feira, 30 de abril de 2009

Quem sou eu....


Quem sou eu?

Cada vez mais me convenço de que a resposta à pergunta "Quem sou eu?" está na base das respostas a toda e qualquer outra pergunta fundamental. E se calhar é aquela que é mais ignorada. Porquê saber quem realmente somos custa? Se sabemos quem somos, sabemos o que é suposto fazermos com a nossa vida. Sabemos porque razão existimos. E deixamos de seguir as pressões da sociedade à nossa volta sobre o que devemos ou não fazer.
Há dias em que acordamos e sentimos que fazemos parte de alguma coisa, sentimos que existimos porque alguém precisa de nós, noutros é totalmente o inverso, questionamo-nos sobre a razão da nossa existência. Quando me olho ao espelho, todas as manhãs, o que é que vejo? Não sei… uma adolescente feliz… por vezes infeliz, outras vezes confusa e no final de contas… Quem sou eu realmente?
Eu sou alguém que quer ser feliz, que quer ver aqueles que mais ama felizes, eu sou aquela pessoa que sofre por não poder ser melhor, por não conseguir ser a pessoa que eu realmente gostaria de ser, alguém que é capaz de lutar pelos seus ideais, alguém que não tem medo das mais insignificantes coisas, alguém capaz de ser livre, sou aquela pessoa que sofre porque aqueles que amo também podem estar a sofrer.
Sou uma pessoa muito teimosa, mas apesar de ser persistente não tenho conseguido concretizar os meus maiores sonhos. Evito falar deles por vários motivos: porque me estão sempre a criticar em vez de me apoiarem, porque dizem que são sonhos de crianças, para eu crescer, entre vários outros que não mencionar.
Quem sou eu? Alguém em constante descoberta! Mas será que quero mesmo saber quem sou ou prefiro pensar na pessoa que gostaria de ser? E se a realidade não for o que eu espero? Perguntas e mais perguntas… porquê? Porque é que a vida não poderia ser mais simples?

“Sonhos são as respostas de hoje às perguntas de amanhã.” (Edgar Cayce).


Trabalho realizado por:
Andreia Almeida
Nº 1 11ºH

quinta-feira, 23 de abril de 2009

olá....



A montagem está muito gira....


Grupo fantástico isso é verdade somos mesmo um grupo fantástico....

beijitos para todas

ass:Lídia e Mariana

domingo, 19 de abril de 2009

olá meninas

Espero que gostem da montagem que fiz.
Este fim de semana deu-me para mudar algumas coisas no blog e no hi5 da turma.... quero comentários.
Beijão

Marisa

quinta-feira, 16 de abril de 2009

República federal

Uma república federal é um Estado que estruturalmente é simultaneamente uma federação e uma república.

Uma federação é um estado composto por determinado número de regiões com governo próprio (chamados de "Estados") e unidas sob um governo federal. Numa federação, ao contrário do que acontece num estado unitário, o direito de auto-governo de cada região autónoma está consignado constitucionalmente e não pode ser revogado por uma decisão unilateral do governo central.

Republica

Uma República (do latim Res publica, "coisa pública") é uma forma de governo na qual um representante, normalmente chamado presidente, é escolhido pelo povo para ser o chefe de país, podendo ou não acumular com o poder executivo. A forma de eleição é normalmente realizada por voto livre e secreto, em intervalos regulares, variando conforme o país. A origem da república está na Roma clássica, quando primeiro surgiram instituições como o Senado.

Republica Presidencialista

República presidencialista ou presidencialismo - Nesta forma de governo o presidente, escolhido pelo voto para um mandato regular, acumula as funções de Chefe de Estado e chefe de governo. Nesse sistema, para levar a cabo seu plano de governo, o presidente deve ganhar com o Legislativo caso não possua maioria;

Republica Parlamentarista

República parlamentarista ou parlamentarismo - Neste caso o presidente apenas responde à chefia de Estado, estando a chefia de governo atribuída a um representante escolhido de forma indirecta pelo Legislativo, normalmente chamado "premiê", "primeiro-ministro" ou ainda "chanceler" (na Alemanha).

Monarquia Constitucional

Uma monarquia constitucional ou monarquia parlamentarista é um tipo de regime político que reconhece um monarca eleito ou hereditário como chefe do Estado, mas em que uma constituição (série de leis fundamentais) limita os poderes do monarca.

A chefia de Estado é exercida por um monarca; a chefia de Governo por um primeiro-ministro ou o presidente do Conselho de Ministros, a ele cabendo o verdadeiro encargo do Poder Executivo e a direcção das políticas interna e externa do país, além da administração civil e militar, de acordo com as leis e a Constituição nacionais. Existe, também, um Poder moderador chefiado pelo Monarca.

As monarquias constitucionais modernas obedecem frequentemente a um sistema de separação de poderes, e o monarca é o chefe (simbólico) do poder executivo.

Republica Unitária semipresidencialista.

Estado unitário é um Estado ou país que é governado constitucionalmente como uma unidade única, com uma legislação constitucionalmente criada. O poder político do governo em tais Estados pode ser transferido para níveis inferiores, como os das assembleias eleitas local ou regionalmente, governadores e prefeitos ("governo devolvido"), mas o governo central detém o direito principal de retomar tal delegação de poder.

O semipresidencialismo (também chamado de sistema híbrido de governo) é um sistema de governo no qual o chefe de governo (geralmente com o título de primeiro-ministro) e o chefe de Estado (geralmente com o título de presidente) compartilham em alguma medida o poder executivo, participando, ambos, do quotidiano da administração pública de um Estado. Difere do parlamentarismo por apresentar um chefe de Estado com prerrogativas que o tornam muito mais do que uma simples figura protocolar ou mediador político; difere, também, do presidencialismo por ter um chefe de governo com alguma medida de responsabilidade perante o legislativo.

Democracia Parlamentar

Democracia é um regime de governo onde o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos (povo), directa ou indirectamente, por meio de representantes eleitos — forma mais usual. Uma democracia pode existir num sistema presidencialista ou parlamentarista, republicano ou monárquico.

Parlamento é a assembleia dos representantes eleitos pelos cidadãos nos regimes democráticos e exerce normalmente o poder legislativo.

Sistema parlamentar

O sistema parlamentarista ou parlamentarismo é um sistema de governo no qual o poder Executivo depende do apoio directo ou indirecto do parlamento para ser constituído e para governar. Este apoio costuma ser expresso por meio de um voto de confiança. Não há, neste sistema de governo, uma separação nítida entre os poderes Executivo e Legislativo, ao contrário do que ocorre no presidencialismo.

Professora: Diana tavares

aluna: Andreia Almeida

Relatório da visita de estudo a Serra da Freita



A visita realizou-se no dia 23 de Março de 2009, pelas 10:30h, com a saída da ESA.
Participaram na visita as turmas H, do 11º ano de Animação Sociocultural e o 10º ano de Banca e Seguros. Acompanharam a visita os professores de Área das Expressões (Plástica), de Animação, Área de Integração e de Sociologia. Iniciamos com uma visita a Senhora da Laje e de seguida para a frecha da Mizarela. Almoçamos no parque de merendas de Albergaria. Foi um momento de convívio e diversão. De seguida andamos a passear pela Serra.
No início da tarde visitamos o Parque Eólico da Freita. Terminando a visita nos Viveiros da Granja.
Este tipo de visita de estudo ajuda os alunos a aprender em contexto reais de aprendizagem, isto é, em contacto com as coisas.



Trabalho realizado por: Marisa Fernandes

Curso Profissional de Animador Sociocultura